Relato de Experiência: Instalação do ICA-AtoM com a utilização do VirtualBox e Vagrant  



O ICA-AtoM (International Council on Archives – Access to Memory) é um software livre de código aberto, desenvolvido pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA), com o objetivo de apoiar a descrição, gestão e difusão de acervos arquivísticos em meio digital.

Baseado em normas internacionais de descrição, como a ISAD(G) e a ISAAR(CPF), o sistema garante padronização, consistência e interoperabilidade entre instituições, tornando-se uma ferramenta essencial para quem atua com organização e preservação de documentos.

 Na área da Biblioteconomia, sua relevância está em possibilitar a integração de práticas voltadas tanto para documentos arquivísticos quanto para materiais bibliográficos, ampliando a visibilidade dos acervos, facilitando a recuperação da informação e fortalecendo a preservação digital e a memória institucional.


Desafios da instalação  🚧

Apesar de seu potencial, instalar o ICA-AtoM não é uma tarefa simples. O sistema foi desenvolvido para rodar em Linux, o que cria dificuldades para usuários de Windows, já que é necessário recorrer a ferramentas adicionais como o VirtualBox e o Vagrant.

Além disso, para quem não tem familiaridade com servidores, bancos de dados ou uso do terminal, o processo pode parecer bastante complexo. Foi justamente por isso que decidi registrar aqui minha experiência com a instalação, relatando os passos seguidos e os obstáculos encontrados.


Passo a passo da instalação  👣

Passo 1: Tutorial inicial

Comecei seguindo um tutorial disponibilizado no Sigaa, mas algumas partes ficaram confusas. Então, busquei complementação no YouTube e encontrei o canal Tudo sobre Programação, que trazia um vídeo explicando como baixar a versão 2.8 do ICA-AtoM. Esse conteúdo me ajudou bastante a entender pontos que haviam ficado em aberto.

Passo 2: Documentação oficial

Acessei a documentação diretamente no site do ICA-AtoM:
👉 Guia oficial de instalação com Vagrant

Passo 3: Instalação do VirtualBox

Baixei o VirtualBox pelo site oficial:
👉 Download do VirtualBox
(optei pela versão para Windows).

Passo 4: Instalação do Vagrant

Baixei o Vagrant diretamente pelo site da HashiCorp:
👉 Download do Vagrant
(versão para Windows).

Passo 5: Configuração no terminal

Com os programas instalados, abri o terminal e executei os comandos recomendados:

# Cria uma pasta e entra nela mkdir atom-vagrant && cd atom-vagrant # Inicializa o ambiente Vagrant com o ICA-AtoM vagrant init artefactual/atom # Inicia o ambiente vagrant up

Resultado

  • 5.1: Criei a pasta e entrei no terminal; até aqui, tudo funcionou bem. 

  • 5.2: O ambiente começou a ser inicializado, mas na última etapa ocorreu um erro. 

Ou seja, consegui avançar em várias etapas da instalação, mas ainda precisei resolver problemas técnicos relacionados à configuração final.


Onde a Instalação Travou 🛑

Eu estava indo bem. Consegui criar a pasta e inicializar o ambiente Vagrant. No entanto, o erro veio na última etapa. O comando vagrant up falhou e a tradução da mensagem de erro indicava que o VirtualBox ainda não estava instalado.

Fiquei confusa, pois a instalação do VirtualBox tinha sido uma das primeiras coisas que fiz. Tirei um print da tela para analisar a mensagem de erro com calma e percebi que, mesmo tendo executado as etapas corretamente, havia algo na configuração que não estava funcionando como deveria. Essa experiência me mostrou que a instalação, embora baseada em um passo a passo claro, pode apresentar desafios inesperados.


Lições Aprendidas 💡

Minha experiência reforça que a instalação do ICA-AtoM pode ser complexa para quem não tem familiaridade com ambientes virtuais. No entanto, considero o esforço válido. Dominar esse processo, mesmo com as dificuldades, aumenta a autonomia dos profissionais da informação. Além disso, abre um caminho fundamental para a acessibilidade, padronização e preservação digital dos acervos.

Acredito que, com um pouco mais de investigação, vou conseguir resolver o problema e concluir a instalação. A experiência de resolver esses desafios técnicos faz parte do processo de aprendizado e me deixa mais preparado para futuros projetos.


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